{"id":307,"date":"2011-10-20T10:00:00","date_gmt":"2011-10-20T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/teste.anefa.pt\/novo\/2011\/10\/20\/2016-4-4-nemtodo-volta-a-dar-que-falar\/"},"modified":"2021-02-13T00:35:41","modified_gmt":"2021-02-13T00:35:41","slug":"2016-4-4-nemtodo-volta-a-dar-que-falar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anefa.pt\/en\/2016-4-4-nemtodo-volta-a-dar-que-falar\/","title":{"rendered":"Nem\u00e1todo volta a dar que falar!"},"content":{"rendered":"<figure >\n<blockquote data-animation-role=\"quote\" \n<p>    data-animation-override><br \/>\n    <span>&#8220;<\/span>A nossa floresta vale o esfor\u00e7o conjunto, e a economia nacional agradece!<span>&#8221;<\/span>\n  <\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p>Todos conhecemos os esfor\u00e7os que est\u00e3o a ser \u201cpedidos\u201d aos portugueses, no \u00e2mbito da crise financeira instalada no nosso pa\u00eds, mas, o que talvez nem todos saibam, \u00e9 o enorme contributo que o sector florestal pode ter na resolu\u00e7\u00e3o deste problema.<br \/>Respons\u00e1vel por cerca de 3% do PIB nacional e 260.000 postos de trabalho, o sector florestal \u00e9 j\u00e1 o 3\u00ba sector exportador, cobrindo o d\u00e9fice nacional das importa\u00e7\u00f5es de bens alimentares no valor de mais de 3,5 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia e grandeza dos n\u00fameros, continuamos a assistir a uma estrat\u00e9gia nacional que n\u00e3o valoriza a floresta, e que a condena a cada ano que passa. Prova desseabandono \u00e9 o alastramento do Nem\u00e1todo da Madeira do Pinheiro (NMP), colocado em risco a sustentabilidade da floresta portuguesa.<br \/>Desde Julho de 2008 (altura em que Portugal Continental foi decretado como zona afectada pelo NMP), que a ANEFA tem alertado par as consequ\u00eancias desta problem\u00e1tica, no entanto, uma vez mais se optou pelo n\u00e3o envolvimento de todos os agentes do sector, e o resultado est\u00e1 \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Demarcada como uma das principais zonas produtoras de pinheiro bravo do pa\u00eds, a Regi\u00e3o Centro assenta, essencialmente, numa economia local muito dependente do sector florestal, mas actualmente v\u00ea-se condenada por falta deinoper\u00e2ncia das entidades que, supostamente,&nbsp; visam a sua sustentabilidade. E teremos n\u00f3s de assistir de p\u00e9s e m\u00e3os atados \u00e0 senten\u00e7asilenciosa desta \u00e1rea emblem\u00e1tica em Portugal?<br \/>Em tempode crise como o que atravessamos, assistimos a um abandono da floresta emdetrimento do investimento necess\u00e1rio que permita o reavivar da economia nacional. Portugal exportava anualmente cerca de 240 mil toneladas de madeira em rolaria, com um valor m\u00e9dio de 45\u20ac\/tonelada, resultando num or\u00e7amento de 10,8milh\u00f5es de euros, a que acresce os valores de exporta\u00e7\u00e3o relacionados com serra\u00e7\u00e3o, pain\u00e9is, carpintaria e mobili\u00e1rio. &nbsp;<br \/>\u00a0<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o bem ilustrativos de como a fileira do pinho em Portugal se encontracomprometida, pelo que a ANEFA n\u00e3o compreende como se tenha voltado a atribuir subs\u00eddios \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es de Produtores Florestais, e assim pensar que o problema estava resolvido.&nbsp;Averdade \u00e9 que mais um ano passado, e as ac\u00e7\u00f5es de erradica\u00e7\u00e3o mal come\u00e7aram, contribuindo para um maior dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.&nbsp; &nbsp;<br \/>Este \u00e9 efectivamente um problema nacional,&nbsp; eenquanton\u00e3ofor encarado como tal, n\u00e3o ter\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o \u00e0 vista. Assistimos assim a uma estrat\u00e9gia completamente falhada, com gasto de dinheiros p\u00fablicos sem qualquer impacto na nossa floresta, e ano ap\u00f3s ano, redefinidos planos e \u201ccome\u00e7amos do zero\u201d, mas a verdade \u00e9 que o desenvolvimento florestal n\u00e3o pode parar e &nbsp;<br \/>esperar que se descubra a solu\u00e7\u00e3o milagrosa.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia n\u00e3o \u00e9 nova, e nem se pretende inventar esquemas mirabolantes n\u00e3o aplic\u00e1veis em curto prazo. Basta aprendermos com os erros do passado, mas tamb\u00e9m aproveitar os m\u00e9todos anteriores que se demonstraram bem mais eficazes no controlo deste problema.<br \/>Assim, uma vez mais a ANEFA defende que a prospec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a deve ser realizada pelas Organiza\u00e7\u00f5es de Produtores Florestais que, localmente, teriam de identificar as \u00e1rvores afectadas, comunicando-as \u00e0 Autoridade Florestal Nacional, respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o de &nbsp;todo o processo. As opera\u00e7\u00f5es no terreno ficariam a cargo de empresas de explora\u00e7\u00e3o florestalcom capacidade t\u00e9cnica de execu\u00e7\u00e3o, devendo limitar-se o abate de madeira de pinho, \u00e0s zonas afectadas. Por sua vez, a Ind\u00fastria comprometia-se em receber essa madeira prioritariamente, mantendo os pre\u00e7os da mesma, evitando especula\u00e7\u00f5es de mercado.<\/p>\n<p>Esta seria sem d\u00favida uma maneira de lidar com um problema que \u00e9 de todos, e mesmo deapresentar \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia uma responsabiliza\u00e7\u00e3o conjunta no combate ao Nem\u00e1todo da Madeira do Pinheiro.<br \/>A nossa floresta vale o esfor\u00e7o conjunto, e a economia nacional agradece!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos conhecemos os esfor\u00e7os que est\u00e3o a ser \u201cpedidos\u201d aos portugueses, no \u00e2mbito da crise financeira instalada no nosso pa\u00eds, mas, o que talvez nem todos saibam, \u00e9 o enorme contributo que o sector florestal pode ter na resolu\u00e7\u00e3o deste problema.<\/p>\n<p>Ler mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","footnotes":""},"categories":[90],"tags":[69,105],"class_list":{"0":"post-307","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-anefa","7":"tag-anefa","8":"tag-nemtodo","9":"entry"},"featured_image_src":null,"featured_image_src_square":null,"author_info":{"display_name":"ANEFA","author_link":"https:\/\/anefa.pt\/en\/author\/anefa\/"},"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-04-11 14:38:57","action":"change-status","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/307"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=307"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/307\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anefa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}